
O Brasil despencou da 48ª para a 87ª posição no ranking global de PIB per capita, conforme dados divulgados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). A queda reflete uma contração econômica de 3,2% em 2024, impulsionada por alta inflação e desvalorização do real, segundo relatório do Banco Mundial publicado em junho de 2025. O país agora se aproxima da metade mais pobre do planeta, um cenário preocupante que tem gerado debates sobre as políticas econômicas atuais.
De acordo com a mais recente Perspectiva Econômica Global do FMI, atualizada em abril de 2025, o crescimento do PIB brasileiro para 2025 é projetado em apenas 1,5%, significativamente inferior ao de vizinhos como Peru (3,8%) e Paraguai (4,1%). Especialistas apontam que a pesada carga tributária, que chega a 36% sobre bens como carros segundo um estudo de 2023 do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE), reduz o poder de compra da população e afasta o Brasil de nações com tributação mais baixa sobre o consumo.
Fatores Contribuidores
A crise econômica é agravada por escândalos de corrupção que minam a confiança nos setores públicos. A Polícia Federal desvendou um desvio de R$ 40 milhões em um programa de saúde, um exemplo de problemas sistêmicos que podem estar freando o desenvolvimento. Além disso, o governo Lula anunciou em julho de 2025 um aumento de 100% nas tarifas de importação, com o objetivo de proteger indústrias locais. No entanto, economistas alertam que essa medida pode isolar o país dos mercados globais, aprofundando o declínio econômico.