
O Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, presidido pelo republicano Jim Jordan, divulgou um relatório interino no dia 22 de julho de 2025, intitulado “Como o FBI de Biden-Wray fabricou uma falsa narrativa de católicos americanos como extremistas violentos”. O documento acusa a administração do presidente Joe Biden e o FBI, sob a liderança de Christopher Wray, de terem promovido uma campanha de vigilância e discriminação contra comunidades católicas tradicionais nos EUA.
De acordo com o relatório, o FBI teria utilizado métodos questionáveis, incluindo a infiltração de agentes em igrejas católicas, para monitorar fiéis sob a justificativa de combater o extremismo doméstico. A investigação do comitê foi impulsionada por denúncias, como a de Kyle Seraphin em 2023, que revelou operações de vigilância em paróquias, especialmente após um memorando da filial de Richmond do FBI. Esse memorando, datado de 2024, sugeria que certos “católicos tradicionalistas radicais” fossem tratados como potenciais ameaças, baseando-se em fontes controversas como o Southern Poverty Law Center, posteriormente criticadas internamente pela própria agência.
O paradoxo de Joe Biden – e notória a contradição de o segundo presidente católico dos EUA após John F. Kennedy, estar envolvido em tal controvérsia. Apesar de Biden frequentemente destacar sua fé em discursos – conforme analisado por um estudo da Universidade de Georgetown em 2021 –, suas políticas têm gerado debates sobre liberdade religiosa
.O contexto histórico também foi mencionado, com tensões anti-católicas nos EUA remontando ao século XIX, durante ondas de imigração irlandesa e de outros países do sul da Europa. Recentemente, as relações entre católicos conservadores e evangélicos protestantes evoluíram, especialmente desde os anos 1970, com alianças no Partido Republicano em torno de causas sociais.
O Comitê Judiciário promete continuar a investigação, exigindo mais transparência do FBI.