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Lula torra dinheiro com propaganda. Por que essa estratégia não funcionará?

Esta, não. Agora, outras (nosso advogado disse para não falar dessas)...

Redação Portal DPE

02 de jul de 2026

Lula torra dinheiro com propaganda. Por que essa estratégia não funcionará?

Não, essa estratégia não vai funcionar de forma decisiva como o governo espera. É uma tática clássica de uso da máquina pública para melhorar a imagem antes da proibição eleitoral (a partir de 4 de julho de 2026), mas o contexto atual joga contra.

Por que estão fazendo isso?

O governo empenhou R$ 520 milhões em propaganda institucional no 1º semestre de 2026 (mais que o dobro dos R$ 213,5 milhões de Bolsonaro em 2022 no mesmo período).

Inclui posicionamento geral (R$ 150 milhões), campanha contra a escala 6x1 (R$ 80 milhões), Desenrola Brasil (R$ 45 milhões) e pesquisas de opinião (R$ 7,6 milhões).

Tudo legal até 4 de julho, mas concentrado exatamente para maximizar o impacto antes do defeso eleitoral. O PL já questiona no TSE se houve extrapolação do teto.

É uma tentativa de "vender" realizações (economia, programas sociais, etc.) enquanto a oposição ainda não pode fazer campanha plena.

Por que deve ter efeito limitado?

Desconfiança alta do eleitorado: Muita gente já vê isso como "propaganda governamental com dinheiro público" (o que é verdade). Pesquisas recentes mostram Lula com aprovação morna, economia com crescimento fraco, inflação persistente em alguns itens e desgaste acumulado.

Contexto econômico e político ruim: 

Problemas como desemprego em certos setores, dívida pública alta e críticas à gestão (ex: relações externas, segurança) não somem com anúncios.

Em 2022, Bolsonaro gastou menos e perdeu mesmo assim. Propaganda ajuda na margem, mas não reverte insatisfação estrutural.

Eleitor "povão" não é burro: Como os replies no tweet mostram, muita gente percebe como "contar mentiras" ou autopromoção. O efeito tende a saturar — especialmente com redes sociais e oposição ativa questionando cada peça.

Oposição organizada: Em ano de eleição presidencial (outubro 2026), candidatos como Flávio Bolsonaro ou outros da direita já capitalizam o desgaste. Trump e o cenário externo também influenciam (tarifas, alinhamento ideológico).

Resumindo: Vai ajudar um pouco na base fiel do governo (melhorar recall de programas), mas dificilmente vira o jogo com os fundamentos (economia, segurança, corrupção percebida) ruins. Governos que dependem demais disso costumam ver retorno decrescente — o eleitor brasileiro é experiente em propaganda oficial. A "máquina de R$ 1,5 bilhão" soa poderosa no papel, mas votos se decidem mais por bolso, violência e percepção de futuro do que por spots bonitinhos. 


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