
Por um observador atento ao colapso democrático a olhos vistos, mas ignorado por muitos
A retórica incendiária como arma de desinformação
Lula em entrevista: “A guerra fiscal vai começar quando eu der a resposta ao Trump.” (Lula no encontro de presidentes de esquerda, no Chile, julho de 2025)
Essa frase revela o tipo de retórica que ultrapassa a diplomacia e adentra o populismo provocativo. E o problema não é apenas o conteúdo, mas o contexto: Trump é o presidente dos EUA, hoje representando o mundo livre e Lula busca protagonismo opondo-se a figuras simbólicas da direita global, o que revela um foco ideológico constante.
União com regimes autoritários: uma escolha, não uma necessidade
China e Rússia: o governo Lula evita condenações diretas a regimes, como o chinês, que persegue os uigures e o russo, que invadiu a Ucrânia. Em entrevista à Time Magazine (maio de 2023), Lula sugeriu que a Ucrânia era “tão culpada quanto a Rússia” pela guerra — uma posição que causou fricções com a União Europeia.

Presença chinesa no Brasil (UnionPay):
- 60% dos comerciantes com maquininhas já aceitam o sistema Union Pay. A empresa está no Brasil desde 2006 no país. Ela é é a única rede nacional autorizada pelo governo chinês para processar transações de cartões bancários dentro daquele país. Rússia e Irã também utilizam o cartão chinês.
- 30 mil caixas eletrônicos (ATMs) no Brasil já suportam o cartão chinês.
Fonte: Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (ABECS), relatório de 2024
O crescimento da UnionPay não é só técnico, mas político. O sistema está sob controle do Estado chinês e faz parte da estratégia global de desdolarização liderada por Pequim, muitas vezes vinculada a regimes que praticam controle estatal extremo sobre finanças pessoais e dados digitais.
Governança digital e ataque disfarçado à liberdade
PL das Fake News (PL 2630/2020):
- O projeto propõe que plataformas sejam responsabilizadas por conteúdos considerados nocivos. A relatoria atual é pró-governo, e há resistência de entidades como a ANJ (Associação Nacional de Jornais), que alertam para risco de censura.
Fonte: ANJ, Nota Pública de abril de 2024
Comparativo internacional:
- A União Europeia, com o Digital Services Act, também regula plataformas, mas mantém salvaguardas institucionais robustas e órgãos independentes de fiscalização. No Brasil, a regulação seria feita por estruturas governamentais sob influência direta do Executivo.
Declarações sobre o sistema democrático
“Eleição a cada quatro anos não basta mais para garantir a democracia.”
— Lula, discurso em encontro com presidentes esquerdistas no Chile, julho de 2025.
Essa declaração, embora tenha sido relativizada depois, gera forte preocupação institucional. A democracia representativa baseia-se na alternância de poder e no voto periódico. Deslegitimar esse pilar ecoa discursos de líderes que buscaram se perpetuar no poder sob alegações de “representar o povo”: Hugo Chávez, Daniel Ortega, Recep Tayyip Erdoğan.
Cronologia recente de aproximações com regimes autoritários
| Data | Evento | Observações |
| Fev/2023 | Lula recebe Nicolás Maduro no Brasil | Lula o chama de “vítima de narrativas” da direita |
| Mai/2023 | Lula evita condenar a Rússia pela invasão da Ucrânia | Declara que “Zelensky é tão culpado quanto Putin” |
| Out/2023 | Brasil participa da Cúpula dos BRICS e defende uso de moedas alternativas ao dólar | Apoio à desdolarização favorece a China e Rússia |
| Mar/2024 | Assinado memorando de cooperação com a Huawei | Empresa banida dos EUA por espionagem cibernética |
| Jul/2025 | Lula propõe mais uma vez “regulação digital” para o combate ao que ele chama de desinformação. | Proposta interpretada como forma de censura |
Um Brasil fora do eixo democrático
O projeto lulista para o Brasil atual não é só econômico ou social — é geopolítico e ideológico. E ele tem um preço: o isolamento crescente do país em termos de confiança internacional, a erosão de liberdades internas e o fortalecimento de um poder Executivo centralizador.
Se os alertas forem ignorados, o país poderá entrar em uma nova fase de autoritarismo silencioso: sem tanques nas ruas, mas com narrativas únicas, repressão disfarçada e vigilância digital. A história já mostrou aonde esse caminho leva — e sempre começa com o desprezo pelas liberdades em nome de “causas maiores”.