Alta no custo de vida no Nordeste: inflação mais forte em itens essenciais
Região sofre com altas em diversos produtos
Redação Portal DPE
06 de mai de 2026
O Nordeste do Brasil enfrenta uma inflação mais intensa do que a média nacional em 2026, especialmente em produtos e serviços básicos. Isso está pesando mais no bolso das famílias da região, que têm a menor renda média do país.
Principais altas registradas:
- Cesta básica — Subiu até 9,82% no primeiro trimestre em Recife (chegando a R$ 654,62). Das 10 capitais com maiores aumentos, 6 são nordestinas. O feijão-carioca lidera: +27% em Salvador, +24,7% em Teresina, +24% em Recife e quase +50% em Belém. Carnes, farinha de mandioca e laticínios também registraram fortes aumentos.
- Gasolina — Alta de 10,35% desde o fim de fevereiro (de R$ 6,28 para R$ 6,93 o litro), a maior variação entre as regiões do Brasil. Diesel subiu 26,25%.
- Gás de cozinha — Aumento médio de 4,82% na região (no Maranhão chegou a +8,38%, com botijão a R$ 125,17).
- Aluguel — Cinco capitais nordestinas estão no topo dos reajustes: Aracaju (+7,06%), Maceió (+4,66%), Natal (+4,22%), Recife (+4,18%) e João Pessoa (+3,87%).
De onde vêm os dados?
- Cesta básica: Levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
- Preços de combustíveis: Agência Nacional do Petróleo (ANP).
- Aluguéis: Índice FipeZap.
- Renda domiciliar: IBGE (dados mais recentes de 2024).
- Inflação geral: Indicadores do FGV Ibre e IBGE (IPCA).
A combinação de logística cara (muitos produtos vêm de outras regiões), dependência de frete e a renda mais baixa (média de R$ 1.340 por pessoa no Nordeste, contra R$ 2.068 nacional) faz com que esses aumentos sejam sentidos com mais força.
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