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Brasil "arrombado": registro fiscal anualizado recorde acima de R$ 1,2 trilhão

O cenário atual mostra deterioração contínua nas contas públicas.

Redação Portal DPE

06 de mai de 2026

Brasil "arrombado": registro fiscal anualizado recorde acima de R$ 1,2 trilhão

O déficit nominal do setor público consolidado (União, estados, municípios e estatais) atingiu R$ 1,217 trilhão nos 12 meses encerrados em março de 2026 — o maior patamar da série histórica. O valor equivale a 9,41% do PIB, com alta de 0,94 ponto percentual em relação ao mês anterior.

Principais dados fiscais recentes:

- Déficit nominal anualizado: R$ 1,217 trilhão (março/2026) — superou R$ 1,09 trilhão em fevereiro e R$ 948,5 bilhões em março de 2025.

- Déficit primário (sem juros): R$ 137,1 bilhões em 12 meses até março (1,06% do PIB).

- Gastos com juros da dívida: Aproximam-se de R$ 1,08 trilhão nos 12 meses (8,35% do PIB), com recordes nominais recentes.

- O terceiro mandato atual registra o maior rombo fiscal médio da história, estimado em 8,54% do PIB (2023-2026), superando o período 2015-2018 (8,48%).

- Rombo anual superou R$ 1 trilhão pelo terceiro ano consecutivo: cerca de R$ 1,076 trilhão em 2025 (8,13% do PIB).

- Dívida Pública Federal: Alcançou R$ 8,64 trilhões em janeiro de 2026 (aumento de R$ 1,3 trilhão em um ano, +18%). Projeções indicam entre R$ 9,3 e R$ 10,3 trilhões até o fim de 2026.

Os números refletem forte expansão de despesas (previdenciárias, precatórios e investimentos), mesmo com arrecadação elevada. Analistas apontam riscos de maior pressão sobre juros, inflação e crescimento se não houver ajuste fiscal estrutural. Projeções oficiais preveem estabilização mais adiante, mas o cenário atual mostra deterioração contínua nas contas públicas.

Fontes: Banco Central, Tesouro Nacional, Poder360, Valor Econômico e relatórios oficiais (dados atualizados até início de maio de 2026). 


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