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EUA designam PCC e Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs) e Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGTs)

O Departamento de Estado descreveu PCC e CV como "duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil"

Redação Portal DPE

09 de jun de 2026

EUA designam PCC e Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs) e Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGTs)

De acordo com anúncio oficial do Departamento de Estado dos Estados Unidos, datado de 28 de maio de 2026, o secretário de Estado Marco Rubio designou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como Specially Designated Global Terrorists (SDGTs), com efeito imediato. As designações como Foreign Terrorist Organizations (FTOs) entraram em vigor em 5 de junho de 2026.

O que significa essa designação?

SDGT (já em vigor): Bloqueia bens e interesses nos EUA, proíbe transações envolvendo cidadãos ou entidades americanas (ou com nexo nos EUA) com esses grupos. Violações podem resultar em sanções secundárias para bancos e empresas estrangeiras.

FTO (efetivo em 5/6/2026): Coloca PCC e CV no mesmo patamar de grupos como Hamas ou Hezbollah. Fornecer "apoio material" (incluindo dinheiro, serviços ou facilitação) torna-se crime nos EUA, com riscos penais, civis e de confisco. Empresas com operações no Brasil podem precisar revisar contratos, fornecedores e operações para evitar exposição.

O Departamento de Estado descreveu PCC e CV como "duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil", responsáveis por milhares de membros, ataques brutais contra policiais, autoridades e civis. Suas redes se estendem pela América Latina e chegam aos EUA. A medida faz parte de uma estratégia mais ampla contra o crime organizado transnacional.

PCC já tinha designações anteriores (como SDN desde 2021 por narcotráfico). Agora, CV também entra no radar com força total.

Essa designação representa um endurecimento significativo da postura americana contra o crime organizado brasileiro. O impacto prático dependerá da aplicação e cooperação internacional, mas já eleva o nível de risco compliance para empresas no Brasil. 


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