Governo Lula ignora pedido de voo humanitário para criança com câncer retornar ao Brasil
Com ajuda da iniciativa privada e do governador Tarcísio, garoto conseguiu retornar
Redação Portal DPE
23 de jun de 2026
Após semanas de angústia e mobilização, Luís Felipe Benke dos Santos, de 8 anos, diagnosticado com Sarcoma de Ewing em estágio terminal, finalmente retornou ao Brasil. O menino, que viajou a Portugal em maio para realizar o sonho de conhecer o país e reencontrar a irmã, teve agravamento do quadro com novas metástases na cabeça, face, faringe e perna. Internado em Lisboa, ele precisava de transporte especializado para voltar para perto da família em Santa Catarina, onde receberia cuidados paliativos.
A família, por meio da mãe Giselle Benke, recorreu ao poder público. O Governo de Santa Catarina solicitou formalmente ao Governo Federal, sob Luiz Inácio Lula da Silva, um voo sanitário da Força Aérea Brasileira (FAB). O pedido foi ignorado, gerando forte crítica por burocracia e omissão. A mãe relatou que o filho era tratado como "caso perdido" e que não houve resposta efetiva do Ministério da Saúde ou da Presidência. Diante da inação, o governo estadual chegou a acionar a Justiça contra a União.
Enquanto o governo federal se omitia, a solidariedade privada e estadual resolveu o impasse. Um empresário catarinense de Itapema (que estava em Brasília) custeou integralmente as despesas extras exigidas pela companhia aérea TAP, contratou um médico internacional para acompanhar o voo e viabilizou o embarque. A articulação decisiva do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ajudou a desbloquear trâmites burocráticos. O Major Anderson também foi fundamental na mobilização nas redes sociais.
Luís Felipe embarcou no dia 5 de junho em voo comercial da TAP com suporte médico e desembarcou em São Paulo, seguindo depois para Santa Catarina. Ele agora está com a família em Blumenau, recebendo os cuidados necessários em seus últimos momentos.
O contraste entre a omissão federal e a ação rápida de cidadãos e autoridades estaduais gerou comoção e debates nas redes. Muitos apontaram que, enquanto aviões da FAB são usados em viagens de políticos, uma criança em situação terminal não recebeu o apoio humanitário solicitado. O Governo Federal não se manifestou publicamente sobre o caso.
A história de Luís Felipe emociona o Brasil e reforça o papel da sociedade civil quando o Estado, representado por Lula, falha.
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