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Lula e seu governo gastador

Dívida Bruta do Governo Geral sobe para 80,1% do PIB em março, maior nível desde 2021

Redação Portal DPE

01 de mai de 2026

Lula e seu governo gastador

O Banco Central (BC) divulgou hoje os dados de estatísticas fiscais de março, revelando que a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) atingiu 80,1% do PIB, o equivalente a cerca de R$ 10,356 trilhões. Trata-se do maior patamar desde julho de 2021 (quando chegou a 80,3%), marcando uma alta de 0,9 ponto percentual em relação a fevereiro (79,2% do PIB, ou R$ 10,178 trilhões).

Principais fatores da alta

Segundo o BC, a evolução mensal foi impulsionada principalmente por:

- Apropriação de juros nominais (+0,9 p.p.);

- Emissão líquida de dívida (+0,4 p.p.);

- Efeito da desvalorização cambial (+0,1 p.p.).

A variação do PIB nominal contribuiu para conter o avanço (-0,5 p.p.). No acumulado do ano, a dívida subiu 1,4 p.p. do PIB.

A Dívida Líquida do Setor Público também avançou, fechando em 66,8% do PIB (R$ 8,6 trilhões), alta de 1,3 p.p. no mês.

Déficit recorde no mês

O setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 80,7 bilhões em março — o maior para o mês desde o início da série histórica, em 2002. No mesmo período de anos anteriores, o resultado foi superavitário ou com déficits bem menores.

- Governo central: déficit de R$ 74,8 bilhões;

- Governos regionais (estados e municípios): déficit de R$ 5,4 bilhões;

- Estatais: déficit de R$ 468,55 milhões.

A dívida bruta vem em trajetória de alta nos últimos anos. Em fevereiro de 2026, já havia atingido 79,2% do PIB, o maior desde novembro de 2021. Analistas acompanham de perto o impacto dos juros elevados, do déficit fiscal e da dinâmica do crescimento econômico sobre a sustentabilidade da dívida.

O Tesouro Nacional divulgou recentemente que a Dívida Pública Federal (um componente diferente) caiu 2,34% em março, para R$ 8,633 trilhões, devido a vencimentos elevados de títulos atrelados à Selic.

Esses números reforçam o debate sobre o equilíbrio fiscal no Brasil, em meio a pressões por controle de gastos e expectativas do mercado sobre a trajetória da dívida nos próximos meses. 


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