O Messias de Lula rejeitado: a derrota com seu antes e efeitos colaterais
Esta rejeição é uma vitória para todos os empenhados e o pouco de consciência existente em parlamentares que pesaram decisões.
Redação Portal DPE
01 de mai de 2026

O Senado Federal impôs, nesta quarta-feira (29), uma derrota histórica ao presidente Lula ao rejeitar a indicação de Jorge Messias, seu Advogado-Geral da União e homem de confiança, para o Supremo Tribunal Federal. O placar foi de 42 votos contra e 34 a favor — a segunda rejeição de um indicado presidencial ao STF na República.
Lula apostou alto em seu "Messias". Articulou pessoalmente, pressionou senadores e mobilizou toda a máquina do governo. O objetivo era claro: colocar no Supremo mais um aliado esquerdista, alguém que atuou como AGU defendendo as pautas do governo, incluindo a versão oficial sobre o 8 de janeiro e outras causas caras à esquerda. A rejeição demonstra que, mesmo com todo o esforço, o Planalto não consegue mais tratar o Senado como carimbo automático de suas vontades.
Messias carregava controvérsias importantes. Além do evidente alinhamento político, enfrentou críticas por posturas ativistas, padrão esquerdista em manifestações da AGU e pela contradição entre seu discurso evangélico — enfatizado durante a sabatina — e ações institucionais incompatíveis com valores cristãos (como no caso da assistolia em bebês no ventre) e com a defesa da ordem constitucional (como no caso da "Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia" - PNDD, órgão criticado por atuar como instrumento de controle de narrativas e perseguição a opositores, sob o pretexto de combater "desinformação").

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O resultado também revela os limites da influência petista e de aliados. Em Pernambuco, por exemplo, o empenho de João Campos, do PSB, candidato ao governo, não foi suficiente para salvar a indicação, o que sinaliza fraqueza política que ecoará em 2026. Após a votação, Messias reuniu-se com seus iguais ideológicos e em entrevista afirmou saber "quem promoveu tudo isso", visto como ameaça velada. Nas redes, o trabalho de esclarecimento do deputado Nikolas Ferreira e de outros parlamentares conservadores, além do povo que participa das conversas na grande rede foi fundamental para expor os riscos da nomeação.
Internamente, o episódio expõe divisões no Senado: o presidente Davi Alcolumbre preferia Rodrigo Pacheco, escanteado por Lula, demostrando que mesmo aliados do da Silva são descartados quando interesses institucionais ou pessoais entram em jogo — prática comum da esquerda, que usa e descarta conforme a conveniência.
Esta rejeição é uma vitória para todos os empenhados e o pouco de consciência existente em parlamentares que pesaram decisões. O Legislativo (surpreendentemente) fez seu papel ao impedir o aparelhamento adicional do Supremo. No entanto, Lula e seus aliados por certo não aceitarão pacificamente a derrota. Conservadores devem permanecer vigilantes: a sanha persecutória costuma voltar com mais força após humilhações como esta.
O passo importante ao dizer "não" ao projeto de controle total do Judiciário tem e terá a mobilização das pessoas.
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