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População em “situação de rua” quase dobra no governo Lula, segundo dados do CadÚnico

O crescimento proporcional foi mais intenso no Norte (+367%, de 4,9 mil para 22,8 mil) e Nordeste (+109%)

Redação Portal DPE

22 de jul de 2026

População em “situação de rua” quase dobra no governo Lula, segundo dados do CadÚnico

De acordo com um levantamento baseado no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), a população registrada como em situação de rua no Brasil aumentou 97,4% desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os números passaram de 198,7 mil em dezembro de 2022 para 392,4 mil em junho de 2026, um acréscimo de cerca de 193,6 mil registros.

O CadÚnico, principal base de dados do governo federal para identificar famílias de baixa renda e vulneráveis, registrou em média 4,6 mil novos casos por mês desde janeiro de 2023. No período anterior (janeiro de 2019 a dezembro de 2022), a média mensal era de cerca de 2 mil.

Contexto e explicações oficiais

O crescimento acelerou ainda em 2022 (período de recuperação pós-pandemia), mas se manteve elevado nos primeiros anos do atual governo e ganhou força novamente no primeiro semestre de 2026.

Em dezembro de 2023, o governo lançou o Plano Nacional Ruas Visíveis, com investimento inicial anunciado de R$ 982 milhões. Naquela época, o CadÚnico registrava 262,5 mil pessoas; desde então, o número subiu em cerca de 130 mil. Em julho de 2025, o Bolsa Família priorizou famílias com pessoas em situação de rua.

Deputados da oposição, como Osmar Terra (PL-RS) e Hélio Lopes (PL-RJ), questionam os números e apontam possíveis fraudes no uso de cartões do Bolsa Família por organizações criminosas. Terra afirma que os dados vêm diretamente dos municípios e não dependem do governo federal.

Distribuição Regional

Os maiores contingentes absolutos permanecem no Sudeste (concentrado em grandes centros urbanos como São Paulo).

O crescimento proporcional foi mais intenso no Norte (+367%, de 4,9 mil para 22,8 mil) e Nordeste (+109%).

Roraima liderou o aumento proporcional (quase 7 vezes), influenciado por migração venezuelana. Rondônia teve +450%. São Paulo cresceu 88%.

Essa realidade contrasta com promessas de redução da pobreza e da fome. O tema segue em debate no Congresso e na sociedade, com críticas à efetividade das políticas públicas implementadas. 


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