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Regimento do Senado impede reapresentação de Jorge Messias ao STF ainda em 2026

"é vedada a apreciação, na mesma sessão legislativa, de indicação de autoridade rejeitada pelo Senado Federal"

Redação Portal DPE

21 de mai de 2026

Regimento do Senado impede reapresentação de Jorge Messias ao STF ainda em 2026

O Regimento Interno do Senado Federal barra a possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reapresentar o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) ainda neste ano. A norma interna impede a análise, na mesma sessão legislativa, de indicação de autoridade já rejeitada pela Casa.

Messias teve sua indicação rejeitada pelo plenário do Senado no final de abril, recebendo 34 votos favoráveis e não alcançando o quórum necessário. A derrota representou um revés significativo para o governo Lula.

De acordo com o Ato da Mesa nº 1, de 2010, que regulamenta o Regimento Interno, "é vedada a apreciação, na mesma sessão legislativa, de indicação de autoridade rejeitada pelo Senado Federal". A sessão legislativa coincide com o ano civil de trabalho do Congresso, diferente da legislatura de quatro anos.

O que isso significa na prática

Lula só poderia reenviar o nome de Messias a partir de 1º de fevereiro de 2027, início da nova sessão legislativa.

Para isso, o presidente precisaria vencer a eleição de 2026 e permanecer no cargo.

A rejeição de Messias expôs a inépcia na articulação do Planalto com o Congresso em 2026. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, teria atuado contra a indicação, e o governo mapeia possíveis "traições" na votação.

O caso reforça o peso das regras internas do Legislativo, mesmo em um ambiente de forte polarização. Enquanto aliados de Lula defendem a prerrogativa presidencial para indicações ao STF, a oposição e parte do centrão celebram o "freio regimental" como vitória institucional.


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